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CONAR cria credenciamento para influenciador que divulga aposta

O fato

O Conselho de Ética do CONAR aprovou em 27 de agosto de 2026 a revisão do Anexo X do Código de Autorregulamentação Publicitária, criando um sistema de credenciamento obrigatório para influenciadores e afiliados que divulgam apostas esportivas.

O que a revisão estabelece

A mudança institui um sistema de habilitação e credenciamento para influenciadores e afiliados que promovem casas de apostas, cria o Quadro de Autorregulamentação da Publicidade de Apostas e um checklist de proteção a crianças e adolescentes. Elementos de apelo infantil, como animais humanizados, ficam restritos aos canais próprios dos operadores, com verificação de idade.

A revisão veio depois de a Copa do Mundo de 2026 concentrar volume alto de publicidade de apostas. Em junho, o CONAR já havia suspendido liminarmente anúncios de bets exibidos durante transmissões, e em agosto a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda editou portaria reforçando avisos de risco na publicidade do setor.

O órgão já vinha aplicando sanções em casos individuais: na decisão 197/25, o Conselho de Ética determinou sustação agravada por advertência de um anúncio de casa de apostas veiculado por influenciador adolescente, por violar a vedação de menores promoverem apostas e por a operadora não constar entre as autorizadas.

O que isso sinaliza para quem vive de audiência

Apostas são o caso mais visível, mas a direção regulatória é geral: quem monetiza audiência divulgando produto de terceiro passa a responder por regras de identificação, faixa etária e credenciamento. Para o criador que vende infoproduto, a leitura prática é que a comissão de afiliado vem acompanhada de risco reputacional e, cada vez mais, de exigência formal.

É um dos motivos pelos quais produto próprio tende a ser menos frágil que comissão de terceiros: o criador controla oferta, preço, promessa e conformidade, em vez de responder por campanha alheia.

Na comparação com a líder do ranking

Quem migra de comissão de afiliado para produto próprio troca risco de campanha alheia por margem própria, e aí a plataforma passa a ser a maior linha de custo. Entre as 12 avaliadas, a diferença chega a R$ 25,89 por venda de R$ 497 entre a mais cara e a líder do ranking, que cobra 4,99% + R$ 1,00 no ticket de entrada, cai a 3,99% acima de R$ 4 mil e a 3,49% + R$ 1,00 acima de R$ 15 mil, a menor do mercado nessa faixa. Veja o comparativo completo da líder ou acesse a Greenn ↗.

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